domingo, 16 de outubro de 2011

BBC- SOBRE CUBA

As autoridades cubanas divulgaram nesta sexta-feira os primeiro detalhes de uma série de novas leis que permitem aos cidadãos da ilha a compra e venda de veículos e imóveis pela primeira vez desde a revolução de 1959.
Segundo o correspondente da BBC em Havana Michael Voss, o último congresso do Partido Comunista cubano, realizado em abril, decidiu que cada cidadão do país terá o direito de possuir um imóvel. Tanto o comprador quanto o vendedor serão obrigados a pagar impostos.
O sistema atual permite a troca de casas, mas oficialmente os imóveis não podem ser negociados em troca de dinheiro.
As novas regras, segundo o correspondente da BBC, pretendem legalizar e taxar as transações que hoje ocorrem somente por meio de um mercado imobiliário clandestino em Cuba, com pagamentos feitos sem o conhecimento oficial das autoridades.
Outro objetivo da nova lei é reduzir o deficit habitacional na ilha. Voss afirma que muitos casais cubanos têm de viver nas casas de parentes mesmo depois de se casar e de ter filhos. Há divorciados que acabam tendo que viver sob o mesmo teto.
Carros
Quanto aos automóveis, o jornal oficial Granma afirma que os cubanos terão o direito de possuir quantos carros puderem manter.
Até agora, apenas os veículos construídos antes da revolução podiam ser comprados ou vendidos, motivo pelo qual Cuba tem tantos automóveis americanos antigos, segundo o correspondente da BBC.
As mudanças são parte de um conjunto mais amplo de reformas adotadas pelo presidente cubano, Raúl Castro, em uma tentativa de recuperar a economia da ilha, que passa por uma grave crise.
De acordo com o Granma, a nova lei de habitação ainda precisa ser aprovada pelo Parlamento, devendo entrar em vigor até o fim deste ano

Governo argentino quer mais Marx e menos neoliberalismo em faculdades de economia

Marcia Carmo
Atualizado em  14 de outubro, 2011 - 05:49 (Brasília) 08:49 GMT
Foto: AP
Boudou (à dir.) é candidato a vice na chapa da presidente Cristina Kirchner
O ministro da Economia da Argentina, Amado Boudou, e seu vice, Roberto Feletti, defendem que as faculdades federais de economia do país modifiquem a atual grade escolar para dar "mais espaço" para as teorias do alemão Karl Marx, do inglês John Keynes e do argentino Raul Prebisch (fundador da Cepal), segundo confirmou à BBC Brasil o subsecretário de Coordenação Econômica do Ministério da Economia, Alejandro Robba.
"As faculdades argentinas hoje apresentam grades mais ortodoxas e nós apoiamos que elas sejam mais heterodoxas", disse.
"Além de Karl Marx, de Keynes e de Prebisch, o ministro apoia a maior presença de textos do professor (brasileiro) Franklin Serrano e do (polaco Michal) Kalecki, entre outros", disse.

Neoliberalismo

O Ministério da Economia quer reduzir a presença de textos de economistas identificados com a década de 90 e associados, como afirmam, ao "neoliberalismo".
O ministro tem dito que "os planos de estudos de Ciências Econômicas fazem parte de um domínio neoliberal e é preciso modificá-los".
De acordo com o jornal de economia El Cronista, de Buenos Aires, com uma grade "heterodoxa", as autoridades esperam que as faculdades estejam em sintonia com o "modelo de acumulação com inclusão social", lançado pelo ex-presidente Nestor Kirchner (2003-2007), antecessor de sua viúva, a atual presidente.
O jornal afirma que economistas identificados com os anos 90, como os americanos Milton Friedman e Paul Samuelson, ou afinados com as receitas do FMI (Fundo Monetário Internacional) seriam "eliminados" da grade escolar, como teria indicado o ministro numa recente palestra na Universidade de La Plata, na província de Buenos Aires.

Marx e Keynes

Alejandro Robba disse que hoje Marx e Keynes são "autores marginais" na grade escolar "e isso não está certo".
Para ele, é preciso "dar maior espaço" para estes economistas que, na sua opinião, estão associados a "economia de desenvolvimento, consumo interno e maior papel do estado na condução da economia do país".
Na sua visão, menos teóricos ligados ao mercado financeiro, por exemplo, e mais vinculados a "economia interna".
Segundo Robba, a ideia de modificar a grade escolar foi apresentada inicialmente por um grupo autodenominado La Gran Makro, que reúne economistas e estudantes de economia que apoiam o perfil econômico do governo da presidente Cristina Kirchner.
"Eles defendem o maior espaço para as ideias heterodoxas nas faculdades de economia e o ministro Boudou e o vice Feletti apoiam a iniciativa", disse.
Boudou é o candidato a vice na chapa eleitoral da presidente Cristina, que disputa a reeleição no pleito do dia 23 de outubro próximo.

Controle da natalidade e proteção do meio ambiente

Um estudo divulgado pela London School of Economics (LSE) sugere que o controle da taxa de natalidade é uma forma muito mais eficiente de cortar as emissões de carbono que poluem o meio ambiente.

No trabalho intitulado “Menos emissores, menos emissões, menos gastos”, a equipe de especialistas da universidade britânica conclui que o planeta ficará mais protegido se o número de nascimentos diminuir.

A pesquisa indica que para cada 4 libras (R$ 12) gastas com planejamento familiar e métodos contraceptivos, é possível diminuir a emissão de gases em uma tonelada. Em contrapartida, para obter o mesmo resultado investindo em tecnologias ecológicas, são necessárias 19 libras (R$ 57).

Ao mesmo tempo, nesta quinta-feira, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, anunciou a criação de um novo imposto sobre a emissão de dióxido de carbono. Com a medida, a França passa a ser a primeira grande economia do mundo a introduzir o imposto. A nova taxa vai incidir sobre petróleo, gás e carvão. O governo deverá cobrar 17 euros (o equivalente a cerca de R$ 45) por tonelada de dióxido de carbono (CO2) emitida.

O imposto se aplicará a residências e a empresas, mas não a indústrias pesadas e do setor energético que estão incluídas no esquema de comércio de emissões da União Europeia.  BBC/BRASIL

O que você acha do controle de natalidade como forma de preservar o meio ambiente? Você concorda com a iniciativa da França? Acha que o Brasil deve fazer o mesmo?

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Código Florestal foi um dos temas de entrevista da presidenta Dilma

Dez anos a combater o racismo

O "site" oficial do futebol europeu

Dez anos a combater o racismo

Publicado: Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011, 11.57CET
A UEFA e a rede Futebol Contra o Racismo na Europa (FARE) trabalham juntas há dez anos e a luta contra o flagelo vai estar em destaque, na próxima semana, durante as provas de clubes da UEFA.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

ATUALIDADES

Hoje o termo "atualidades" se tornou banalizado. Qualquer um pode falar de "atualidades", basta ter opinião formada sobre um determinado assunto, é o "achismo". Apesar da importância do gosto pela discussão, é necessário que as pessoas tenham uma visão histórica do processo e conheçam os elementos estruturais que influenciam a construção do espaço e da sociedade, para a abordagem dos "temas atuais";

Vestibular - Os vestibulares e o próprio ENEM costumam cobrar atualidades de maneira contextualizada, ou seja, as “atualidades” servem como "gancho" para formular um teste ou para o tema da dissertação. Sempre é bom estar informado, para ter facilidade ao elaborar relações entre conteúdos e construir argumentos em um texto.
Preparação – muitos estudantes iniciam nesse segundo semestre a preparação para as provas de final de ano. Os temas destacados pela imprensa no 1º. Semestre também caem nas provas?Claro que SIM.
A proposta do HISTORIANET é sintetizar as principais notícias para torná-las compreensíveis aos estudantes, caracterizar historicamente a origem e desdobramentos dos principais fatos noticiados.

As Ciências Humanas – Mais do que o conhecimento histórico, no sentido do olhar para o passado, a idéia de “ciências humanas” promove a expansão do conhecimento, preocupado com que o estudante consiga estabelecer relações entre situações e épocas distintas, tanto no passado como no presente.

Fontes – O projeto trabalhará com publicações tradicionais no mercado nacional, como as Revistas Veja, Isto É e Carta Capital, os jornais Folha de S. Paulo, O Globo e Le Monde Diplomatique, e com sítos na internet como os da BBC Brasil, UOL e Cartamaior. Pode utilizar outros veículos de informação, se julgar necessário ou pertinente, que envolvam questões específicas, que tratem de educação, cultura e meio ambiente.

Batalha do Seival

A batalha do Seival foi um conflito militar que ensejou a proclamação da República Rio-Grandense por Antônio de Sousa Neto. O embate deu-se nos campos dos Meneses, cruzando o arroio Seival.

 História

Com o objetivo original de derrubar o presidente da província, apenas, os revoltosos gaúchos enfrentaram as tropas imperiais. Destacado por Bento Gonçalves, o coronel Neto deslocou-se, no início de setembro de 1836, à região de Bagé, onde encontrava-se o comandante imperial João da Silva Tavares, vindo do Uruguai. A primeira brigada de Neto, com 400 homens, atravessou o arroio Seival e encontrou as tropas de Silva Tavares sobre uma coxilha, com 560 homens. Durante a tarde de 10 de setembro de 1836, Silva Tavares avançou sobre a coxilha, e os revoltosos defenderam-se usando lanças e espadas.
Inicialmente houve pequena vantagem das forças imperiais, mas o cavalo de Silva Tavares, com o freio rebentado na peleia, disparou em velocidade, causando a impressão de fuga, mesmo entre seus comandados. A confusão entre eles foi aproveitada pelos cavaleiros de Neto, que atacaram com força redobrada. O resultado deste mal-entendido foi ficarem os revoltosos quase intactos, enquanto houve 180 mortos, 63 feridos e 100 prisioneiros do lado dos imperiais. Entre os prisioneios estava João Frederico Caldwell.

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BRASIL: CRISE HÍDRICA E ENERGÉTICA

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