sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO NA EUROPA OCIDENTAL

Queridos (as) alunos (as), sabe-se que em termos de conteúdos a Geografia é muito rica, conceitos são milhares. Portanto não se pode decorar todos. Na verdade, faz-se necessário buscar entender o processo histórico, antes mesmo de tentar entender as transformações sócio-espaciais inerentes ao estudo da Geografia. Nesse sentido, é importante ressaltar a importância da investigação histórica de uma notícia recente, pois mais importante que saber o desfecho de um acontecimento atual é entender a origem de tal fato. Pensando nisso deve-se traçar uma linha do tempo pontuando os fatos históricos que influenciaram ou desencadearam mudanças ideológicas que,  por sua vez, impulsionaram as transformações no espaço geográfico local, regional e global.


O PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO NA EUROPA OCIDENTAL:

O processo de industrialização ganhou grande impulso nos séculos XVIII e XIX na Europa, de onde se espalhou para o resto do mundo. Além desse continente, apenas os Estados Unidos e mais tarde, o Japão conseguiram alcançar o mesmo nível de desenvolvimento industrial. Desde então, a atividade fabril progrediu muito, levando vários países, sobretudo aqueles localizados na parte ocidental do continente , como a Inglaterra, Alemanha, França e Itália, a se tornarem os mais industrializados do mundo..
De maneira geral, os países da Europa desenvolvida apresentam, hoje, um setor secundário extremamente diversificado e evoluído. Por isso, o parque industrial existente na maioria desses países caracteriza-se pela presença de indústrias de base (siderurgias, metalurgias e petroquímicas), de indústrias tradicionais (têxteis, alimentícias e moveleiras) e também daquelas que empregam alta tecnologia (informática, eletrônica e aeroespacial).
Entre as indústrias europeias destacam- se as transnacionais, que atuam em diversos países, inclusive no Brasil, e dominam uma parcela da produção mundial.
Alguns países da Europa desenvolvida, como Portugal Espanha e Grécia, tiveram industrialização relativamente tardia, o que explica o fato de apresentarem um setor secundário de menor peso, comparadas as demais nações desenvolvidas do continente.
- Final do século XVIII: a energia utilizada para movimentar as máquinas era obtida  a partir da queima de carvão. Por isso algumas regiões mais industrializadas de países como Alemanha, Inglaterra, França e Bélgica localizam- se ao redor das grandes bacias carboníferas do continente europeu.
- Século XIX : o carvão e o petróleo em larga escala não foi suficiente para suprir a demanda do aumento do consumo energético, levando os países a investir em usinas hidrelétricas e nucleares (Alemanha, França e na Inglaterra).

A importância do mar do Norte:
O petróleo é a fonte de energia mais utilizada nos países da Europa desenvolvida, porém o consumo é o dobro do que é consumido internamente, obrigando esses países a importar grandes quantidades de petróleo, sobretudo do Oriente Médio. Descobertas de jazidas no mar do Norte (região de maior produção de petróleo) foi importante para diminuir a dependência externa.
Principais jazidas exploradas no mar do Norte localizam-se na plataforma continental de alguns países, como Reino Unido, Dinamarca, Noruega e Holanda.
- Século XIX até início do século XX: quase toda a Europa passou por um intenso êxodo rural- dificuldades vividas pelos trabalhadores- emigração para a América do Norte e do Sul. Hoje o processo de urbanização se estagnou (80% da população vive nas cidades).
Portugal e Grécia apresentam taxa de urbanização inferior, devido ao baixo índice de industrialização e modernização no campo (cerca de 60% da população vive nas cidades). Nesse sentido, observa-se a relação direta entre o processo de industrialização e de urbanização mundial, assim como, a relação com o grau desenvolvimento dos países.

Sintetizando: Os critérios utilizados para regionalizar a Europa são baseados na economia, ou seja, considerando o desenvolvimento industrial das nações europeias e seu padrão de vida. Já os critérios usados até o final da década de 1980 estavam ligados às diferenças geopolíticas da região: de um lado os países capitalista; de outro , os países socialistas.
As maiores densidades demográficas na Europa desenvolvida localizam-se, em geral, nas grandes aglomerações urbano-industriais, isto é nas áreas economicamente mais desenvolvidas do continente, como o Vale do Rio Reno, na Alemanha, e do rio Pó, na Itália, e as metrópoles de Londres, na Inglaterra, e Paris, na França. As menores densidades demográficas encontram-se nas regiões frias e montanhosas dos Alpes e no norte da península Escandinava, áreas de florestas de coníferas e de vegetação tundra.
A baixa taxa de natalidade registrada na Europa deve-se à entrada em massa das mulheres no mercado de trabalho (século XX), e aos altos custos de educação e vestuário.
Devido ao aumento da população de idosos na Europa a comunidade europeia deverá elevar a idade limite para a aposentadoria, como forma de onerar menos o tesouro desse bloco econômico.
Os fatores que explicam a elevada proporção de idosos em países europeus, como a Itália, estão relacionados às baixas taxas de natalidade e o aumento da expectativa de vida.

Para um melhor entendimento do tema em questão, complemente seu estudo a partir dos itens abaixo: 
1-      A relação industrialização- urbanização e grau de desenvolvimento econômico nos países europeus e no restante do globo.
2-      As diferenças econômicas entre os países do Oeste e do Leste europeu.
3- As mudanças ideológicas e de denominações da regionalização entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos pós- mundo bipolar (Guerra Fria- )
a-      1º Mundo
b-      2º Mundo
c-      3º Mundo
d-     Países do Norte e Países do Sul
e-      Países centrais, periféricos e emergentes
4-      Tríade econômica mundial:
a-      Japão- 1930- 1945/ dependência de recursos naturais estrangeiros/ tecnologia/exportações.
b-  EUA: a expansão da economia/ analisar a formação histórica do país e identificar os fatores que contribuíram para o seu desenvolvimento.

Lúcia Helena

terça-feira, 15 de julho de 2014

IBGE divulga livro sobre países do Brics

Publicação: 15/07/2014 12:03 Atualização:
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lança hoje (15), no âmbito da  6ª Conferência de Cúpula do Brics (grupo de países formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), a 5ª Publicação Estatística Conjunta dos Países Brics 2014 (Brics – 5th Joint Statistical Publication 2014).

A publicação traz informações e dados sobre 15 temas: informação geral e comparação de indicadores econômicos e sociais dos países Brics; população; população economicamente ativa; contas nacionais; índices de preços; padrões de vida da população; recursos naturais e meio ambiente; indústria; energia; agricultura, silvicultura, pecuária e pesca; transporte; sociedade da informação; finanças; comércio exterior; e turismo.

Disponibilizado também na página do IBGE na internet, somente na versão em inglês, a publicação também apresenta visões gerais dos Sistemas Estatísticos Nacionais de cada país.

Segundo o IBGE, o livro é o resultado dos esforços dos órgãos oficiais de estatística dos países que compõem o bloco que, desde 2010, trabalham em conjunto para disseminar informações econômicas, sociais e ambientais dos seus respectivos países. "Como o Brasil é o responsável pela implementação do Plano de Ação para o Brics no período de 2014/2015, coube ao IBGE coordenar a compilação de dados em níveis nacional e internacional", explica o instituto.