quarta-feira, 20 de julho de 2011

Houve um tempo

Houve um tempo em que se lia o conhecimento nas estrelas, no mar e no continente. Tudo era muito fascinante, intrigante e profundo.

Até mesmo as árvores "sussurravam" palavras doces, a chuva não apenas molhava, mas também "ouvia o som do silêncio'', da esperança dos seres humanos.
 
Houve um tempo em que os animais viviam mais tranquilos, o cão era o companheiro mais fiel.


Até mesmo a onça e o leão viviam soltos na selva; caçavam, mas para se alimentar.
      
Houve um tempo em que os pássaros faziam seus ninhos em árvores, as baleias sabiam exatamente onde se encontrar para perpetuar sua espécie na imensidão do oceano.
 

Os ursos polares não morriam de fome, as tartarugas não eram "confusas" a ponto de não saber como proteger seus filhotes da inconstância do tempo.

Os recifes de corais eram tão coloridos!
 

As correntes marinhas davam carona às mais variadas espécies de animais aquáticos, e sempre no mesmo ritmo.
 

Os rios com suas águas cristalinas eram tão cheios de vida!


Houve um tempo em que as crianças sentavam para ouvir histórias contadas por seus avós, e faziam isso com tanto gosto!


Tomavam banho de rio, e até pescavam, andavam em carrinho de rolimã, subiam em árvores, brincavam de roda e de pegar; sonhavam em ser super-heróis e princesas!
 




E, como se não bastasse, no mesmo dia, iam para a escola querendo saber mais! Sim, saber mais dos mistérios da vida, da causa de tanta fartura. E como eram felizes!
 

Lúcia Helena B. Ávila

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